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LA PAZ, A CAPITAL MAIS ALTA DO MUNDO!

Tuesday, April 19th, 2011

La Paz é uma cidade que oferece várias opções de passeios pela história e a beleza dos Andes. No Mercado de las Brujas, por exemplo, se encontra de tudo um pouco: Esse mercado é uma das atrações principais da cidade. Uma coisa que me chamou muita a atenção foram os fetos de llama que eles vendem a céu aberto. Conversando com um comerciante, ele me revelou que as pessoas compram os fetos de llama para enterrar no terreno onde vão construir suas casas. Dizem que este ritual traz sorte para toda vida. Para quem chega de avião, logo do Aeroporto El Alto já dá para ter uma visão das casas sem acabamento e das famosas figuras de Cholas. A dica mais barata para se locomover são as vans que custam em torno de BO$2,50 pesos…

bolivianos, o equivalente a R$0,57 centavos. Dependendo do percurso não há parada fixa, então, fique atento! Apesar dos taxis serem muito baratos, eles não são a melhor opção, pois o trânsito da cidade é bem caótico. Aos poucos, o turista começa a perceber o encantamento do povo boliviano e as peculiaridades que faz a Bolívia um país tão discreto de seus vizinhos latino-americanos. Outro ponto que impressiona o visitante é a quantidade de manifestações de apoio ao presidente Evo Morales. Uma dica importante é ter muito cuidado com as carteiras e bolsas ao passear pelos mercados e nas estações ferroviárias e rodoviárias. Devido a alta altitude de La Paz, chacaltaya e de La Cumbre faz muito frio, portanto, agasalhe-se bem antes de ir até lá. Para quem chega a La Paz…

pela primeira vez tem que encarar cerca de 3.700 metros de altitude. Parece que a cabeça vai explodir de tanta dor. Os bolivianos costumam chamar essa dor de cabeça de Soroche. Em qualquer farmácia da cidade vende os comprimidos para o Soroche, e vale a pena comprá-los, pois alivia bastante a dor. A moeda boliviana é uma das mais desvalorizadas de toda América Latina. Para se ter uma noção, US$ 1,00 dólar equivale a quase BO$ 7,00 pesos bolivianos. Um Pound vale aproximadamente BO$ 11.30 pesos. Isso mostra como é barato fazer turismo na Bolívia. Um prato de comida simples custa cerca de BO$ 5,00 pesos bolivianos. Neste post não haverá dicas de alimentação, pois a comida na Bolívia deixou a desejar e muito. Mas para quem quiser se arriscar a comer um prato bem exótico, no mercado central eles vendem carne de llama cozida. Boa sorte galera!

Foto: Blog Giramundos – (Terminal Rodoviário de La Paz)

Foto: Blog Giramundos – (Eu ao lado de uma típica Chola boliviana)

Foto: Blog Giramundos – (Mercado de las Brujas em La Paz)

Foto: Blog Giramundos – (Estes são alguns dos fetos de llama que os comerciantes vendem no mercado a céu aberto)

Foto: Blog Giramundos – (Pensam que vida de mochileiro é só viajar? Olhem o prato que eu tive que comer: arroz regado com bastante óleo, batata cozida fria e uma espécie de ovo marrom duro. Suficiente para um mochileiro. Risos!)

 

A SAGRADA “ISLA DEL SOL” DO LAGO TITICACA

Sunday, January 9th, 2011

Um dos destinos mais famosos da América do Sul é o Lago Titicaca, o lago navegável mais alto do mundo, com 3.800 metros acima do nível do mar e que possui uma área de 8.549 Km². Existem aproximadamente 40 ilhas no lago, a maior e mais importante é a “Isla del Sol”, localizada num pequeno pedaço de terra isolada nas águas do Titicaca. A Isla del Sol fica na parte boliviana do lado leste do lago, pois no lado oeste faz parte do Peru. De acordo com historiadores, a ilha no passado era habitada pelo antigo Império Inca. Nela eles construíram santuários e templos dedicados ao Deus Sol. Para quem gosta de caminhar, na ilha há uma trilha que dura aproximadamente 4 horas entre subidas e descidas. Durante a caminhada os turistas podem chegar até o alto das montanhas e apreciar um visual exuberante do lago. A ilha é dividida basicamente pelos vilarejos da parte Norte Challapampa e Sul Yumani. Conversando com um morador nativo, ele me revelou que…

na parte Sul Yumani, há uma grande escada antiga pré-colombiana e que conduz os visitantes para uma simbólica Fonte da Juventude. A fonte tem três jorros d’água, cada um deles se refere a três palavras do dialeto usadas do Império Inca. A primeira é a “Ama K’ella”, que significa não seja preguiçoso, a segunda “Amallulla” não seja mentiroso, e a última “Ama Sua” que significa não seja ladrão. Além do turismo, a principal fonte de renda dos habitantes da ilha vem da agricultura: cultivo do arroz, batatas e da criação de ovelhas e lhamas. A ilha atualmente é povoada por cerca de 3.000 indígenas de origem Quechua e Aymara. Como não há pousadas na ilha, a única opção para dormir por lá é alugando algum cômodo da casa dos moradores. O valor por uma noite de sono sai em média $20 pesos bolivianos, equivalente a R$7,50 reais. Viajar para a “Isla del Sol” é para poucos, mas se um dia você fizer parte desse seleto grupo, agradeça bastante, pois a cultura e a experiência que você adquire na ilha é para vida toda!

Fotos: Blog Giramundos – (Marcos Garcia em frente a escada da parte Sul da ilha Yumani, ao lado está a “Fonte da Juventude” com três jorros d’água contruídas pelos Incas)

Fotos: Blog Giramundos – (O visual do Lago Titicaca de cima da ilha é uma coisa inesplicável)

Fotos: Blog Giramundos – (De acordo com os arqueólogos, há cerca de 180 ruínas espalhadas pela ilha)

Fotos: Blog Giramundos – (Há uma pequena prainha, porém poucas pessoas se arriscam a banhar-se nas águas geladas do Lago Titicaca)

COMO CHEGAR A ISLA DEL SOL?

Para visitar a ilha é preciso pegar um barco que sai de uma pequena cidadezinha boliviana chamada Copacabana, localizada a 3 horas de ônibus de La Paz, capital da Bolívia. Copacabana fica no entorno do Lago Titicaca e é um dos únicos lugares de onde partem os transportes coletivos para a Isla Del Sol. Os barcos saem todos os dias às 08h00 e às 13h30, e a viagem até a ilha dura cerca de 1 hora e 45 minutos.

 

TREM DA MORTE

Tuesday, November 30th, 2010

Do Brasil existem duas formas para chegar à cidade de La Paz na Bolívia. A primeira é por avião para quem não tem muito tempo de viajar e precisa chegar logo, a segunda é por terra, aventurando-se em uma das rotas preferidas dos mochileiros que viajam pela América do Sul, o lendário “Trem da Morte”. Puerto Guijarro foi à cidade que eu fiz minha primeira parada depois que deixei o Brasil rumo ao meu mochilão. Aqui nada é sofisticado, ruas de terras, pequenos vilarejos, táxis sem os vidros das janelas e um sol escaldante de 40ºC. Além desses ingredientes, a cidade se destaca pelo número elevado de casas de câmbio. Ao trocar qualquer dinheiro aqui, deve se tomar muito cuidado com os cambistas e com notas falsas. O “peso colombiano” é uma das moedas mais desvalorizada da América do Sul, US$1 dólar vale aproximadamente $8 pesos. O preço de um prato…

Fotos: Blog Giramundos – (Marcos Garcia em frente ao Trem da Morte)

feito na hora do almoço, (arroz, salada, carne e suco), custa em média $10 pesos, equivalente há R$2,15 muito barato! Depois de duas noites em solo boliviano, comprei minha passagem do Trem da Morte numa estação mais cheia que maracanã em dia de clássico. Daqui partem os trens que levam até Santa Cruz de la Sierra, maior cidade do país com 1.200 milhões de habitantes. A empresa que vende as passagens para o famoso trem se chama Ferroviária Oriental. O nome dado ao transporte é assustador devido aos lugares onde o trem passa durante o percurso e o que se vê dentro dele. Mesmo assim, minhas curiosidades conseguiram descobrir informações muito interessantes. Conversando com um viajante local, soube que o Trem da Morte fazia transporte de pessoas doentes durante uma grande epidemia de febre amarela que ocorreu na Bolívia há muitos anos atrás. Dizem que a epidemia passou, e o risco de ficar doente também, mas a lenda do Trem da Morte permaneceu e permanecerá para sempre. Existem três…

tipos de trens, o luxuoso que demora 16 horas com direito a serviço de bordo e ar-condicionado. O intermediário com 20 horas de viagem, e o mais barato com duração aproximada de 24 horas sem incluir quase nada, somente o calor infernal de 45ºC e umas trinta paradas realizadas durante o trajeto. Como todas as passagens se esgotam rapidamente, tive que comprar a mais econômica, pois foi à única que me havia sobrado. Para quem precisa comer abordo do trem, por apenas US$1,00 é servido por crianças que entram e saltam com o trem em movimento, um tipo de prato feito, o P.F do Trem da Morte: (arroz, banana e frango a milanesa) tudo regado a muito óleo e sem nenhuma pitada de sal. A bebida é uma limonada quente servida em balde de alumínio com uma concha gigantesca de feijão, e vendida em saquinhos plásticos. Resumidamente, uma comida ruim para saúde, excelente pra fome e aceitável para os olhos. A noite é tomada pela…

preocupação da falta de luz, o trem não possui lâmpadas internas para iluminação. Dicas aos mochileiros, nunca deixam de levar uma lanterna e várias pilhas de reserva, isso pode ser fundamental para sua segurança a bordo. Várias horas a bordo dos trilhos, percebi que não era tão ruim e assustador como parecia. Muitos momentos de desgaste físico e emocional foram recompensados por paisagens deslumbrantes que eu pude apreciar durante meu trajeto. A bordo do trem é possível fazer muitas amizades com o povo local, já que bater papo e jogar conversa fora, se tornaram umas das únicas opções de lazer dentro do lendário Trem da Morte.

Fotos: Blog Giramundos – (Marcos Garcia em frente ao Terminal Ferroviário de Puerto Quijarro)

Fotos: Blog Giramundos – (Pousada Cochabamba, um dos únicos lugares para hospedar-se em Puerto Quijarro)

Fotos: Blog Giramundos – (Marcos Garcia a bordo do Trem da Morte)

Fotos: Blog Giramundos – (O espaço entre uma poltrona e outra é tão pequeno que impossibilita o passageiro de esticar as pernas durante toda a viagem)

Fotos: Blog Giramundos – (Marcos Garcia junto com um grupo de mochileiros australianos a bordo do Trem da Morte)

Fotos: Blog Giramundos – (Yacuses é uma das cidades que o trem para durante o trajeto)

Fotos: Blog Giramundos – (Sem nenhuma infra-estrutura turística, a estação de embarque é ao ar livre, e muitos passageiros embarcam ou saltam com o trem em movimento mesmo, coisa de loucos!!!)

Fotos: Blog Giramundos – (Terminal Ferroviário de Puerto Quijarro)

Fotos: Blog Giramundos – (Terminal Ferroviário de Santa Cruz de la Sierra)

 

Vídeo: Blog Giramundos – (Marcos Garcia entrevista mochileiro australiano a bordo do Trem da Morte)

 

Vídeo: Blog Giramundos – (Marcos Garcia a bordo do Trem da Morte)

Vídeo: Blog Giramundos – (Marcos Garcia entrevista professoras peruanas a bordo do “Trem da Morte” na Bolívia)